22 de dezembro de 2007

E D I T

Pessoas adoram o cinema porque na tela existe edição.

Não existe edição na vida.

Entre acordar e sair de casa, são minutos enfadonhos.

Entre o beijo e o sexo, minutos dispensáveis.

As explosões sempre são impressionantes.

As cores, todas na melhor definição.

E existe a trilha sonora.

Mas penso comigo...

... para cada duas horas de filme, há quinze minutos de créditos.

São as correções.

Porque um filme mal feito é um fracasso de bilheteria.

E viver é de graça.

21 de dezembro de 2007

Capim

13 horas sentado em frente ao ecram, trabalhando.

Isso mesmo: trabalhando.

Poderia estar na casa da nAMORada junto de gente querida, mas cá estou.

Porque a responsabilidade pelo resultado final deste serviço é minha.

Estranho exagero o meu, este de às vezes passar horas sem ter idéia do que fazer, e de repente estou aqui, produzindo; e esqueço de comer, de tomar banho, de descansar; e talvez não durma.

É assim com o design, com a música, com os pequenos detalhes; e com as coisas que me incomodam.

Pois passei quase todos os dias desta semana arrancando o capim do quintal; quase porque hoje tive de escolher produzir estas imagens enormes, todas para ontem.

Mas a imagem do capim enorme lá fora me incomoda; este motivo basta. O capim dançando ao vento.

E capim se arranca com a mão.

Há quem insista em bater enxada, mas não eu; eis a minha teimosia.

Tenho mãos e braços e pequenos cortes e dores no corpo; a pele irritada. Estou satisfeito.

Penso que mereço uma cerveja, mas não bebo. Penso e isto basta. Para estas coisas não espero, não quero reconhecimento nem medalha de honra ao mérito. Não é para os outros o que faço.

Este algo que incomoda é um agente de mudança.

Quero ser melhor; pessoa, filho, amigo, namorado, irmão, transeunte, cidadão, homem. Ser melhor talvez seja entender-me tão fragmentado.

E nesta busca, quando eu voltar de viagem, lá estará o capim, dançando ao vento. Ou a memória dele, uma variante do mesmo problema. Problema nenhum, no fim das contas. Porque eu também estarei lá.

... lembro com carinho de uma carta que minha avó, Inês, escreveu há muitos anos. A única carta dela. Terminava seu texto escrevendo "eu sou uma coluna que ainda não caiu". Assim termino, também, o meu.

Eu sou uma coluna que ainda não caiu.

12 de dezembro de 2007

Só lamento

Dia de Sol que logo esfria e o cinza invade o céu.
Tarde de chuva que logo abafa a atmosfera.
Bichos em suas tocas.
Mosquitos nas poças d'água.
Efeito estufa, engarrafamento, engavetamento, afogamento, inundação.
Desgraça pouca.
O ranger dos dentes.
Um frio nas juntas.
O gosto da fome na boca.
E o cheiro da chuva (não é da chuva - são esporos).
Um abalo sísmico ao longe.
Os nervos da coluna, todos sobrecarregados.
Ombros arqueados por causa de um peso invisível.
A gravidade em pequenas doses.
Uma gota de cada vez na testa.
De tudo um pouco.
Sou eu o ombudsman da natureza.
Deixe seu recado.
Pegue a senha.
Espere sua vez.
Volte amanhã.
Deixe para depois.
Esqueça.
Hoje é um bom dia para amar, ser amado, comer jabuticaba, beijar na boca e dormir acompanhado.
Pode ser o aniverário de alguém.
De um amigo.
Do ilustre desconhecido da porta ao lado.
Do porteiro.
Do sujeito que faz a manutenção do caixa automático mais próximo da sua casa.
Pode ser um dia qualquer.
Todo dia é um dia qualquer.
Eis o milagre.
Oremos.

10 de dezembro de 2007

Auto-ajuda: invente a sua.

Comece desejando bom dia para si mesmo.

Sorria para o espelho.

Pense que a água do chuveiro lava o corpo, a alma, o espírito, a mente.

Massageie a cabeça delicadamente, passe a mão nos cabelos, seja carinhoso consigo.

Respire pelo nariz. Evite respirar pela boca.

Dê uma bela espreguiçada. Se tiver tempo, alongue-se.

Coma devagar. Alimente-se. Absorva. Aprecie.

Se estiver com pressa, espere um pouco.

Se estiver atrasado, espere um pouco mais.

Vista-se com roupas confortáveis.

Seja educado dentro e fora de casa. Seja cordial. Cumprimente as pessoas. Comunique-se.

Se estiver frio, tire o casaco. Se estiver calor, vista-o.

Observe. Perceba. Olhe. Enxergue.

Se ama, deixe que a pessoa amada saiba.

Permita-se ser amado.

Aprenda a perdoar.

Viva. Viver é agora.

Seja feliz.

...

Amém.

7 de dezembro de 2007

Hmmm

Um som que vem da nuca, bate nos olhos, sai pela culutra e irrita os ouvidos; uma voz ruidosa ao fundo, misturada com o som da televisão ligada, o rádio fora de sintonia, uns dois ou três diálogos ininteligíveis; a paciência fritando, a luz vermelha que acende; cocôtidiano.

Sorte de quem não sente a pressão do tempo, aquela dor no osso, nos músculos, alguma coisa. O nerrrvo exposto. Que vontade de mandar tudo à merda. Claro que é vontade. Mandar à merda mesmo é outro papo.

Chega de papo, de conversa, de discussão, de debate. Debater é muito peixe fora d'água.

Um basta não resolve; mais de um basta parece exagero. Uma bosta, então. E este cheiro de legumes cozidos no ar, uma preguiça de ficar puto. Hoje é dia de falar palavrão.

Um antro de mosquitos na água verde empoçada na casa do vizinho; um tanque para carpas, talvez; mania de velho com dinheiro essa de emperequetar o quintal; essa mania besta encostada no muro da minha casa.

Cada um com seus mosquitos, penso.

São vermes nadando dentro do meu olho esta saudade de ver o mar. São cagoetes meus esta coceira nas juntas dos dedos, esta vontade de tocar; são dez e vinte da manhã. Ouço uma gravação de amigos tocando juntos, ouço mesmo?

Já não sei mais no que presto atenção.

6 de dezembro de 2007

Segundona

Timão na segunda divisão. Não adianta guardar a camiseta oficial no fundo do armário, não basta desligar os aparelhos de televisão e rádio, evitar os amigos na rua, os olhares atravessados; o torcedor que ama seu time fica de bode, curte a fossa, chora e afoga as mágoas. E tenta aprender algo de bom com isto sem qualquer resquício conformista.

Que sirva de lição a tragédia conrintiana; isto significa que qualquer time da primeira divisão que jogar pra perder vai cair, e isto é bom para o esporte. O profissionalismo provinciano dos clubes merece o susto, carece de reflexão; necessita para ontem de boa qualidade, dentro e fora do campo.

Um brinde à saída do Dualib, ao fim da parceria com a MSI (lê-se formação de quadrilha), ao resgate da dignidade Fiel e ao torcedor que assistiu a esta lenta sangria sem medo e que não abandonou seu posto.

Vamos ao título inédito: campeão da segunda divisão!

Timão é Timão até na segundona - "eternamente dentro dos nossos corações".

P.S.: ano que vem cai um time do Rio, no esquema revezamento. Aguardem.

Obs: há mil dias do centenário, hoje.

29 de novembro de 2007

Um amor

É o mundo, o tudo, o nada, o que basta sem bastar, inominável, indescritível, incrível, uma coisa, um frio na barriga, um toque, um sopro, uma palavra, um sussurro, o gosto, o gostar, doçura que não enjoa, o amargo da língua, todas as formas da matéria, e o que não é matéria também, um choque, um espaço, um tempo, um inteiro, todas as formas, e o que não é forma, a luz, o fazer, o bem, as flores em seu ombro, as estrelas em seu corpo, os astros, o infinito até o fim, um gesto, uma música, um som, o vácuo, os elementos, as cores, inclusive as que não enxergo, o sotaque e o sutaque, os números, as equações, as notas de uma partitura não escrita, a memória, a lembrança, o sorrir, o chorar também, o abraço mais apertado, o elo, o nós, eu e você, o agora, o sempre, o nunca que te largo, o córação, um algo mais, o tanto que, o nosso, o sono, um mais um, o que é, e o que não é também, não é pouco, é o título, o tema, é a regra e a exceção.

Não sei explicar como a combinação de quatro letras dá nisso.

Mas acredito: você é o amor.

É isso.

28 de novembro de 2007

Two Of Us

Se p'ra bom entendedor, meia palavra basta:

E_ AM_ VO__!

27 de novembro de 2007

Plasmando

Obrigado pela compreensão.

Repito esta frase na esperança de que um dia acredite nela; se espero por algo, certamente é pelo ônibus, que às vezes atrasa; espero que as mudas de grama que plantei prosperem; que a pata do meu cachorro melhore mais uma vez, porque o bicho se recusa instintivamente a recuperar-se por completo; espero por esporte; e corro atrás do que é de minha responsabilidade.

Faço força para frente, na esperança de superar minhas limitações; uma força contrária, a reação natural de minha própria força; esta força que me prende ao chão e ilustra ao mesmo tempo o que é força e fraqueza; uma força para trás.

Às vezes correr parece uma boa idéia, mas às vezes a vontade é de cair e não levantar; o senso de humor oscila entre o rir e o rir para não chorar, chorar de alegria, contentar-se com as pequenas conquistas diárias; cair no chão e seguir rastejando, em guerra; às vezes tanto exercício mental é o que impede o movimento.

Eu passei muito tempo observando nuvens, desenhando meus pensamentos nelas; um sopro levou-as embora e tudo ficou claro; isto é muito bom.

Foram boas escolhas, até a pior delas; mas elas não me servem mais, são camadas das quais me despi e mantê-las é um desperdício; estão todas à sua disposição, fique com elas se tiver vontade.

Atenciosamente,
B.

23 de novembro de 2007

Estação Luz

Ele realmente acreditou por anos que seu filho era um ser iluminado, até o dia que uma luz acendeu e ele viu o que era o filho dele.

O outro realmente enxerga em seu filho um Buda naquela pequena tranquilidade; são os pais que não suportam o sossego dos filhos, não o contrário.

Um deles foi buscar a iluminação do outro lado do mundo, e lá descobriu que o mundo sempre tem um lado escuro.

Nos recusamos a acreditar que existe noite em cada um de nós, mas não somos geladeiras.

Falo por mim: não sou uma Brastemp. Não há nada de errado nisto.

E se não conseguimos ver a luz no fim do túnel, é porque, se pensarmos direito, não há túnel.

19 de novembro de 2007

16 de novembro de 2007

Minutinho Marisa

A empregada de um amigo disse que não tinha medo de casar; tinha medo de cair de bicicleta, de cobra.

A vizinha, só por precaução, mandou instalar dois portões eletrônicos na garagem.

Uma menina respondeu ao Dicró que quem gosta de pau seco é cupim.

A Zelda Merda-Zelda MELO, ela deve passar o tempo livre dela procurando maneiras de responder o William Waack à altura.

Eu só quero passar o resto da vida contigo, córação.

7 de novembro de 2007

Teatro para leigos

Um passo
Rápido
E lá se vai
Mais um ano
Um gesto
Abrupto
Cai o pano.

30 de outubro de 2007

11

O amor sem você não é
Assim como 1+1=2
E dois 1 separados não são 11.

25 de outubro de 2007

Um instante

Formas irreconhecíveis no ar, e o Sol atrás das cortinas, e o reflexo da lua à esquerda do horizonte, e um carro pisca-piscando à direita, faz a curva e some; e o ronco do motor diz que a correia dentada está banquela, os acentos gastos corrompem o vocabulário, e o papel do fax apagou lentamente as mensagens, e o pedido de socorro, meu amor, só com senha.

A responsabilidade de manter-me em pé nos desníveis, a vontade de plantar bananeira e sair na rua, o grito miúdo nas cordas vocais ressecadas, um instante antes de desmaiar no sofá numa posição desconfortável; o saber que você não só ouviu o tanto que falam mal de mim, mas que acredita no que disseram.

Minha voz rachada, meus dentes apinhados, os lábios em bico; um som abafado nas caixas acústicas e um telefonema, um engano, o tom de discar; desafinado.

I'm sorry
Porque você sofre.

Fico contente porque você liga e me conta sobre o nosso amanhã, fico mais calmo depois de escrever no bloco de notas e ler em voz alta; somo nozes. Eu escrevo errado mesmo e falo grave porque sou uma pessoa séria, não rio de qualquer besteira, não acho graça.

Aliás, eu acho graça, sim, mas ninguém sabe. Ninguém sabe da minha vida. Só você. Não é pouco.

É isso.


23 de outubro de 2007

Falando p'ra dentro

Corto as unhas, não suporto resíduos embaixo delas, não sei como me disponho a fazer trabalhos manuais; talvez os faça para lavar as mãos, não as lavaria se não precisasse. O meu desleixo natural tornou-se o pretérito perfeito, distante do que sou hoje. Mas talvez amanhã eu não mais queira ser isto, talvez eu acorde e faça a barba, se é que posso chamar esta coleção de pelos de barba; talvez eu corte o cabelo. Não.

Não sou empreendedor quando o assunto é minha imagem, não gosto de mudanças drásticas; tenho prazer em observar os processos graduais. Presto atenção no e-mail que demora, ouço o fritar do bife na frigideira, aprecio o som de um carro antes de passar por mim, que passa e segue; as variações sonoras desta ação.

Se me deixar quieto, ouço um grito estridente dentro da cabeça, uma prece para que você tenha um bom dia; que crie juízo, que seja feliz.

Interferência mesmo, só entre o blindex do banheiro e a parede. Nenhum sinal.

Mas não se preocupe, não há nada aqui tão esquisito; nenhum agente de transformação, nenhuma força extraordinária; só água morna e vapor. E meus pensamentos impuros escorrendo pelo ralo.

Se me proponho a sair de casa n'um dia de chuva, é por sua causa; não há esforço.

Quem reclama dos efeitos da água sobre o cabelo, a roupa, os sapatos; sobre as cores desbotadas e nuvens puídas, reviste seus bolsos e saiba que pobre mesmo é o espírito; o reflexo distorcido não disfarça nossa humana monstruosidade.

E dou-me o luxo de estar enganado: também gosto das mudanças drásticas.

22 de outubro de 2007

Os Nervos

Sabe como é
Eu não sei
São os nervos
Os nervos à flor da pele
Uma flor vermelha
De sangue
De corar as faces
De pensar na calada da noite
Em frente à TV
De pensar "no que mesmo?"
Na pele que estica-e-encolhe
Entre ondas de calor
E tropéis de frio
De saudade
Nervos em flor
Dos quais eu cuido sem pensar
E de tanto refletir
Cá estou; cego
É o seu brilho ao longe
O cruzeiro em que nos encontramos
Marco do nosso destino
Viagem de instrução
O calor do seu ventre
Em meus braços
A marca dos seus dentes
Nas palavras
A ponta da faca na língua
E um gesto
Um golpe de misericórdia
Eu me vejo no reflexo da faca.

16 de outubro de 2007

Sigilo

Vou te contar um segredo
Que não posso tê-los
São os pêlos tortos da minha barba
As pontas duplas dos meus cabelos
E a cabeça de vento
Arejada e cheia de espaço
Para você ocupar
Com cantigas e risadas
E olhares meigos
Meio sem jeito
Que ficamos
Com as pernas para o ar
E as mãos para nós mesmos
No tempo seco em que nada mofa
No horário de verão que é sempre cedo
Que logo fecha quando vamos embora
Velhas portas cheias de ruídos
Em que repousam memórias
Impressões digitais
E os nossos gemidos
...

15 de outubro de 2007

Maçã

O fruto proibido
É o mesmo fruto
Com o qual presenteamos
Nossos mestres
...

12 de outubro de 2007

Santa Padroeira

Sou feliz
Porque sou feliz
E não vou explicar para você
Sou feliz e isto basta
Sou feliz
Porque sou feliz
Não há o que explicar para ninguém
Sou feliz e isto basta
Feliz e mais nada

Lalalalalalalalalalalalalalalalalá
Sou feliz e isto basta
Que o mundo exploda
Muita gente morra
Foda-se os outros e você
Sou feliz e isto basta
Feliz e mais nada

Porque o que me importa
Sou eu e eu e eu
E não me interessa
Se Elvis não morreu
Porque o que me importa
Sou eu e eu e eu
Fodam-se Julietas
Fodam-se Romeus

Porque sou feliz
Porque sou feliz
Não há o que explicar para você
Sou feliz e isto basta
Sou feliz
Feliz feliz
Não há o que explicar para ninguém
Sou feliz e isto basta
Feliz e mais nada
...

escrevi aos 15, e depois de 15 anos faz sentido.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós...
AMÉM!

4 de outubro de 2007

O sonho acabou, só tem pão doce...

Sinto-me inclinado a torcer por este jovem sonhador, este lunático.

2 de outubro de 2007

Vou estar verificando...

"Decreto nº 28.314, de 28 de setembro de 2007.

Demite o gerúndio do Distrito Federal, e dá outras providências.

O governador do Distrito Federal, no uso das atribuições que lhe confere o artigo
100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:

Art. 1° - Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal.
Art. 2° - Fica proibido a partir desta data o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA.
Art. 3° - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 28 de setembro de 2007.

119º da República e 48º de Brasília
JOSÉ ROBERTO ARRUDA"

1 de outubro de 2007

TU(do)

Everything is, everything is...

Vai que chove
Que o céu resolve cair
Desabar sobre nós
Chorar as mágoas
Errar de bar em bar
Em mesas e cervejas.

Não sei até que ponto a natureza nos diz respeito
Mas se dois pontos formam uma reta mesmo
Tracemos um jeito de sair daqui.

21 de setembro de 2007

Haïku

Com as duas mãos no volante
Encarando o horizonte
É quando se perde o controle.
...

18 de setembro de 2007

AhLeGriaH

Acordar cedo depois de dormir pouco
Nada de dispersar
O calor insone me abraça sem fração de apego
Quer repousar neste corpo
Algum conforto e nenhum
Compromisso
Folhas caindo ao longe
Cada vez mais secas
O toque viciado do telefone
Que não mais reconheço
Ringtones.

Ânimo, penso quase em voz alta
Pra sair correndo
Ir lá fora e observar a vida
Carros que passam
Cachorros vadios
Transeuntes diversos
A doméstica, a dona de casa, a dondoca
Poeira, fuligem, vento
Tudo seco.

E sorrir é divertido
Porque a pele esticada provoca ruídos
De dor e alegria
O branco dos poros é aparente
A claridade é agonia.

E você está ocupada
Pensando no futuro
Porque o passado murchou ao seus pés
Dispersou na soleira da porta
Com uma vassoura resolvi
Mandei-o embora
Sem me despedir
Sem mágoa.

Passamos por cima dos problemas
E se acontece de pisarmos neles
Limpamos os pés no tapete
Lavamos o chão com água.

E vamos dormir conscientes.

17 de setembro de 2007

TRAUMA

Fome, digestão, gula,fastio, obsessão, neurose, egoísmo
Um olhar desconhecido, uma voz irreconhecível
O toque ríspido da unha no macio da carne
O giz na lousa
Um sussurro
Um murro
Um muro entre nós
A frase que digo, mal entendido
Seu olhar entregue, difícil
E o choro infantil que nos atinge e não mais consola
O conforto dos braços doloridos de quem não tem mais forças
Caímos porque o céu não é o limite
É longe
É onde estão as idéias, os sonhos, onde perdemos o sono
Um som
O ronco do motor em partida
Seu aceno na penumbra, embaixo da lâmpada
Eu canto uma melodia inédita e triste
O gosto na boca é fétido
O que eu disse é besteira, são as palavras de outro na minha boca
E não admito soar estranho aos seus ouvidos
Talvez a minha voz tenha mudado
Talvez eu tenha te segurado errado
Ou tenha perdido o jeito
E me deito nos lençois ainda encharcados
Sinto que nos falta o ar
Mas o céu não é o limite
O limite
É o que existe
Entre
Mim
E
Você
...

13 de setembro de 2007

SOU

Sem emitir ruído
Nenhum brilho
Insípido
Ríspido
De uma grosseria só

E já fui só
De um só que só entende
Quem lá está

Ou não
Pois não digo a solidão
Não recomendo

Não lembro
Não mais
Não tenho razão
Não perco a razão
E não justifico minhas escolhas

Meu juízo
Minha opinião
Nenhuma verdade
Nada importa

A não ser
Você

O que sou

Gênero
Número
E grau
Disso entendo
Mas não explico

E o amor
Ah, o amor
É bom que só!

...

12 de setembro de 2007

BOBO

De uma corte de dois
Um súdito
E a realeza.

De cortejar
Você
Minha princesa.

De achar graça
Desta noite
Cinzenta.

De fazer graça
Por qualquer
Gorjeta.

De fazer chorar
E estancar
Goteiras.

De fazer amor
E falar
Besteiras.

Manhã
Tarde
Noite
Da vida inteira.
...

11 de setembro de 2007

SONO

Desculpe-me por ontem
Por falar contigo assim
Exaurido
Se não te dei ouvidos
E respondi com pigarros
Se não tive entusiasmo
Para sorrir
Também não o tinha para ficar bravo
Nem triste
Muito menos acordado.

Desculpe-me pela voz rouca
Pelas pálpebras de chumbo
E os cabelos emaranhados
Por esquecer que às vezes
O cansaço me pega
E me joga contra a parede.

Mas não me desculpo
Pela embriaguez que me causa
A tua voz
O último som do dia
Um suspiro ao longe
O elétrico do teu hálito
Que chega até mim
E diz
Volta a dormir.

Porque eu não volto
Vou a um lugar melhor
Para o teu quarto
Os teus braços
Em que desmaio
E me perco.

10 de setembro de 2007

Butô

Linguagem dos corpos
O choro em seus olhos
E a dor em meu pé esquerdo
Sua pressa
A impressão de que não nos movemos
Não chegamos a lugar nenhum
E esquecemos para onde ir

Estou cansado de pensar
Nos outros
Cansado de nariz escorrendo
E de sal nas sobrancelhas
Farto de me ajustar nestas cadeiras minúsculas
Fadiga nas pernas
A vontade de sair correndo
De dizer não
E de tocar uma música baixinho
Para que só você ouça
Para agredir os ouvidos incultos
E passar o tempo

Se pudéssemos dizer o que pensamos em tempo real, se conseguíssemos tanto
Ah! Se a linguagem não nos impedisse de falar direito
Se pensar não fosse demais

E se pudéssemos pausar o ritmo de nossos corações por um instante
Para que morrêssemos em nós mesmos
O resto que se dane

O resto fica para o guardador de carros
Para os pombos
Para a senhora da barriga dura que caiu em frente à sua casa

Amor
A minha compaixão é um trapo sujo na mais antiga mobília
O meu tesouro, esta caixa vazia
E os lábios inchados
De beijar e de morder os lábios
E o inchaço do flanco direito
O vermelho em meus ombros
As lágrimas secas de quem insiste em não ficar doente
Eu me recuso!

Eu sou mais velho por dentro do que por fora
...

7 de setembro de 2007

6 de setembro de 2007

Uma palavra não basta.

Amor.

Eu gosto mesmo é de descrever o amor, de repetir a palavra amor, de fazer amor, de receber e sentir o amor; de ser redundante, enfático, acertivo, chato, irritante, o que for necessário ser para ilustrar o amor; e me sobrecarregar de amor, crucificá-lo e salvá-lo; aproprio-me de todas as fórmulas, óbvias e elaboradas; simples complico o amor de todos os jeitos até não ter mais jeito; até o amor dizer por si só.
BASTA!
Assim é o amor, bastante.
A quem o amor não basta, meus pêsames. A futilidade é inerente à condição humana, tal qual as virtudes e vícios que colecionamos, manias e obsessões; os momentos de lucidez em que nos pegamos loucos.
E nesta dicotomia, tudo o que estimo é gozar junto contigo.
...

5 de setembro de 2007

Gringo é burro.

Björk for the masses:

09-08 Toronto, Ontario - Virgin Festival
09-11 Detroit, MI - Fox Theatre *
09-14 Austin, TX - Zilker Park (Austin City Limits Festival)
09-17 Atlanta, GA - Fox Theatre !
09-21 Montreal, Quebec - Jacques Cartier Pier
09-24 New York, NY - Madison Square Garden $!
10-26 Rio de Janeiro, Brazil - TIM Festival
10-28 São Paulo, Brazil - TIM Festival
10-31 Curitiba, Brazil - TIM Festival
11-04 Buenos Aires, Brazil - Teatro Gran Rex
11-07 Buenos Aires, Brazil - Teatro Gran Rex
12-08 Guadalajara, Mexico - Huentitan Canyon

4 de setembro de 2007

3 de setembro de 2007

ui ui ui

Carinho
Orgulho
Toda a breguice do mundo

Estranhe
Mas não o bastante
Para se afastar

Amigo
Amante
A maior virtude
Amar

Você

...

31 de agosto de 2007

24 de agosto de 2007

17 de agosto de 2007

* TU *

O tom de discar me lembra você
TUUUUUUUUUUUUUUUUUU
Sinais de ocupado me lembram você
TU TU TU TU TU TU TU TU TU
Batimentos cardíacos
TUm TUm TUm TUm
A segunda pessoa do singular
TU
TUdo
Até o que não tem TU
...

14 de agosto de 2007

A SS i M

Dance
O resto que se dane

Chama
E deixe que te ame

Ache
E se deixe perder

Em mim
Em sol maior

No azul das fotos
Em que sorrimos
E nos encontramos
Felizes

E assim
Errado certo escrito
Mais de mil que te amo.

13 de agosto de 2007

* M I X *

Quando penso em compatibilidade
penso em você

E quando penso em você
nem penso tanto
Faço

Fácil

A sua face
Doce

Hoje

Sempre

:*

7 de agosto de 2007

DSCLP

Os dias passam, as horas, os carros; a uva passa, mas não passa isto que sinto por ti, meu amor; isto que não descrevo, e que temo não demonstrar, pois não me faço entender; coisa minha, de quem nunca prestou contas a ninguém, de quem não se justifica, de quem erra, aprende, supera e esquece; coisa de homem.

Então é isso, sou homem, depois de ter sido sabe-se-lá-o-que durante anos; homem de uma mulher só, homem de carregar no colo e fazer carinho, de ligar p'ra pedir desculpas, ainda que aos berros, pela minha costumeira grosseria; meu aspecto rude, fuleiro, desgrenhado.

Se apelo ao seu juízo, é porque sou duro, mas polido.

E sei amar de um jeito só.

E só tem um jeito de eu amar alguém; e este alguém é você.

... e já que tudo passa, mais tarde passo aí...

31 de julho de 2007

30 e 1

Confesso que vi nós dois juntos
E peço que não diga aos outros
Que estou aqui p'ra você
E não vou mais resistir

Porque desisti de sofrer
Não vou consolar-me com pouco
E se eu quiser sem querer
Me machucar é mentir
Me ocultar é sorrir

É por um fim neste mês
E fingir que não fui feliz
P'ra agradar quem nos fez
Você no ar e eu aqui
Contando os dias
Deveres que nunca cumpri
Porque a cobiça afastou você de mim

Confesso que vi n'um segunda
Passado, presente, futuro
O sangue veloz a escorrer
E nossa ferida se abriu

Não vou desistir de você
Não vou barganhar meu tesouro
E se eu quiser sem querer
Me ocultar é sorrir
Me machucar é mentir

É por um fim neste mês
E fingir que não fui feliz
P'ra enganar quem nos fez
Você no ar e eu aqui
Contando nos dedos
Dias que não percebi
Porque a rotina afastou você de mim

...

20 de julho de 2007

ACM ou cada um vai p'ra onde comprou passagem

Foi-se Toninho Malvadeza encontrar os filhos; uns dizem que já vai tarde, outros que vaso ruim não quebra; a mãe do meu amor diz que até os canalhas envelhecem, por isso temos de tomar cuidado; prefiro dizer que vá na paz que lhe couber, Toninho, e que seja o que dEUS quiser.
Parada cardíaca, disseram os médicos; o que teriam dito ao telefone? O que dirão dele no plenário? O que dirão os amigos e familiares, a mulher, as amantes? O que dirá a voz do povo?
E o que restará de Toninho Malvadeza, quando não houver uma só voz para se pronunciar?

Já é;
Já foi;
Tá sendo;
É isso.

19 de julho de 2007

YOU IS LOVE

Y O U
I S
L O V E
L I K E
A G L O V E
Y O U
I L I K E
I T' S N I C E
Y O U
I S
M E
T W I C E
I S
L I F E
Y O U
I S
M Y
W I F E
. . .

9 de julho de 2007

7 Maravilhas

1 - linda
2 - única
3 - carinhosa
4 - companheira
5 - musa
6 - cúmplice
7 - a encarnação do amor

Poderia enumerar outras tantas qualidades, encher esta página de superlativos, mudar a cor do texto para o rosa mais choque; mas sou incapaz de ilustrar em palavras a sua grandeza.

E não consigo te amar em silêncio...

2 de julho de 2007

man is 5, devil is 6 you is 7!



Minha banda preferida de 2007; The Black Lips, tocando em uma rádio tosca em Israel, tomando cerveja, gravando de qualquer jeito, dando prioridade à música.
E a música é uma balada simples e crua; do jeito que eu gosto.
E eu gosto de um jeito simples e cru, sem as frescuras e ansiedades e a necessidade de desempenhar um papel sempre importante; nem todas as importâncias servem; o que me apraz é bastante, quem me satisfaz é única; e se só quero falar de amor, quero fazê-lo bem juntinho DEHla...
E se ainda fico nervoso, aproveite!
YOU IS LOVE
IS
LOVE

24 de junho de 2007

HAPPY BIRTHDAYS

Todo dia é aniversário de alguém...
Hoje pensei se existe uma data em quem ninguém nasceu;
Conheço quem nasceu a 29 de Fevereiro,
Conheço quem nasceu no mesmo dia que eu,
Gente que nasceu no mesmo dia e não é o Bruno,
Tem quem nasça e a data logo vira feriado,
Tem quem comemore
E tem quem ache tudo uma merda,
Mas estes tem mais é que se foder...

Então tenham todos e todas um feliz aniversário,
Todos os dias...

E que ganhem em dobro
O que desejarem p'ra mim.

ObsImp: esta frase eu li n'um boteco, gostei tanto que me apropriei dela; belo presente, não acha?

P.S.: parabéns para nozes, porque é nossa semana. Aliás, todas as semanas são nossas!

18 de junho de 2007

doido doido muito doido

doido
doido
muito
doido
vezes oito
afoito
comendo biscoito
três e dezoito
e alguns segundos
doido
doido
muito
doido
seu gosto
seu rosto
estou disposto
e aposto
que você também
meu amor
minha flor
seu sabor
toda a cor
rubor das faces
o calor da sua barriga
o trançado das nossas pernas
nossas vozes no escuro
sussurro
sou todo seu
vai-e-vem
e você
é tudo
...

11 de junho de 2007

6 de junho de 2007

Um Breno pra chamar de seu

Breno

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

(Redirecionado de Brennus)

Por Breno pode estar à procura de:

  • Breno - uma comuna na província de Bréscia, região da Lombardia, na Itália;
  • Breno - uma comuna no cantão de Tessino, na Suíça.
  • Breno - nome próprio.
  • Breno (século IV a.C.) - chefe gaulês que saqueou Roma
  • Breno (século III a.C.) - chefe gaulês que invadiu Macedônia e Grécia

3 de junho de 2007

U V A

Há um ano atrás tirei esta foto; a máquina era emprestada, as pessoas estavam todas estranhas; e eu estava desligado da vida; pode parecer exagero, mas quando estar vivo ou morto não faz a menor diferença, alguém surge e te dá um chute na cabeça, e isto é ótimo.
Não entro em detalhes, mas deixo esta fresta; uma foto publicada, um texto evasivo; um leve tapa.
Besteira da minha parte, talvez.
Mas não o suficiente.

Tô pá morrê
Num guento mais
Esta nervosia

Faz favô
Me traz um balde
De água fria

Que é pra sufocá
Esta emóção

Daqui não dá
Pá escutá
Seu córação

Tumtum

Só você me causa esta gonia

Mulé da boa
Mais mió di boa
Da mió calidade
A minha vontade
É de te fazê feliz
E sê bom pá você
E sê mais do que eu
Todo seu
Até num mais podê

Tô com fome de uva
Com a vista turva
Derrapando nas curvas
Do seu prazê

Pá sê mais do que bom
Mais mió de bom
Pá que o mundo saiba
Que existe amor
Que começa ni mim
E acaba nocê
...


28 de maio de 2007

ASSIM EM 1997

Há 10 anos atrás eu tinha 20 anos; há 30 anos atrás eu não tinha; há um ano atrás eu tinha quase; ainda hoje eu tenho; há 20 anos atrás eu tinha 10 anos e não me preocupava com nada que fosse importante; ainda bem; há vida fora da matéria; e a matéria escura que cola uma estrela na outra; e as estrelas em seu corpo lindo; há infinitos no que penso; há futuro; antes não havia; há 10 anos não havia você; aliás, havia, mas não sabia onde; e agora que sei
prometo
que não passo
sem você
mais nenhum momento.

26 de maio de 2007

L I A O * T A T S U E I




Videomaker, artista de plástico, multimedo, instalador, fundador do Ichinichi Rock 'n Roll Way of Life, consultor de moda para as principais marcas do circuito AbFab.

Hoje em recepção para um seleto grupo de amigos, entusiastas e familiares, terá seu casamento televisionado em horário nobre para as principais capitais do extremo leste, suas núpcias serão celebradas com sacrifícios variados, fogos de artifício e pequenas apresentações simultâneas especialmente projetadas para a ocasião.


Acagamá!
Atitimé!!!

21 de maio de 2007

P E R I G O


As pessoas ao meu redor andam tristes, cabisbaixas, mal humoradas; reclamam de qualquer coisa, de insignificâncias; espremem até a última gota de uma água que elas não sorvem; perdem tempo procurando soluções fáceis.
Deixo para trás um fardo que não mais me pertence; antigas memórias que esqueço à medida que avanço; ando sem deixar pegadas, imprevisível.
Uma dor de estômago é pouca somatização destes anos inertes.

Tenho dormido mais do que as costumeiras 3 horas de antes, sinto na pele que não sou a mesma pessoa; estou sóbrio, e minha ébria sapiência é nostalgia de terceiros; se era um estranho antes, hoje não sou, não mais, nunca.

Um amigo sugeriu que evitasse dizer "não"; ele deveria ter se apropriado de seu próprio conselho; pois tenho rejeitado veementemente, tudo.

Se mudo, eis minha voz.
=(o.0)=

10 de maio de 2007

Papa don't preach!

Bento XVI - fez parte da juventude hitlerista, foi prefeito da Congregação da Doutrina da Fé - lê-se Tribunal da Santa Inquisição.
Comentei ontem mesmo que todo papa vai ficando corcunda; meu amor disse que deve ser o peso da responsabildade de ser o pontífice da igreja católica; faz sentido.
Na semana que antecede o dia das mães, o papa vem ao Brasil discutir o aborto; assunto sério neste país desamparado.
Não tenho opinião.

Hoje em dia só quero falar de amor.....

=(o.0)=

7 de maio de 2007

HENRY SÓBRIO

“Não sabemos quem perpetrou tamanha tragédia, mas enquanto não nos livrarmos de bestas humanas como estas que não dão o valor à vida não haverá lugar seguro no planeta. Enquanto perdurar a estreiteza de opiniões e o fanatismo religioso ninguém pode se considerar livre desses horrores.”
O que vale mais: a imagem ou as palavras?
Que trrrrânstorrrnou...

25 de abril de 2007

Você não quer dizer sim



Misguided by Liao Tatsuei

Filmado no começo de Outubro de 2006, no Teatro Nacional de Brasília, sala Martins Pena, durante a apresentação da Virgem Again no lançamento da coletânea Senhor F - Terceira Onda.

Uma jornalista perguntou-me antes do show se realmente existia uma terceira onda acontecendo no DF ... que mané onda, isso não existe em Brasília! O negócio aqui é marola.

Entendam como quiser.

=(o.0)=

24 de abril de 2007

Guerra de Tróia/ presente de grego

lutarmorrerjovemlembradoparasempreoupermanecerseguroesquecido
=(0.0)=

23 de abril de 2007

Salve Jorge!

São Jorge é tido como o padroeiro do Corinthians.
Acredita-se que sua história de devoção e fidelidade à Verdade cristã até o fim de seu martírio seja a origem do termo
Fiel, popular entre os torcedores e presente em várias agremiações corintianas.

=(o.0)=


22 de abril de 2007

JÁ É, TÁ SENDO


Carne de vaca da melhor qualidade para comemorar o aniversário de Brasília, o Descobrimento do Brasil, o aniversário de Tiradentes e constatar que a comunicação ainda é a melhor maneira de nos desentendermos "a nível de" sociedade.

=(o.0)= vermelho do seu lado de qualquer jeito

19 de abril de 2007

R E V I N D I T A


acunã
é o desaguadoro
ordinário
de tanta multidão
sem a qual
já não caberiam
naquela terra

=(o.0)= ...fome de uva...

16 de abril de 2007

B E I R U T E - 41 anos

PARABÉNS?
F-a-a-zê-U-quê...

=(o.0)=
as horas do dia que passam depressa ao lado seus...

9 de abril de 2007

braille brights loves uva minhas


Há sobriedade no vago das horas
entrelinhas tortas
emaranhadas
finos cabelos infantis ao vento

fotos amareladas em que não mais nos percebemos

prazer em reconhecer na sua pessoa a vontade de ser
alguém


eis o meu segredo

..........
...........
..........

=(o.0)=



5 de abril de 2007

HONEY BUNNY - PURO MEL

Usa-se a para ano, m para mês, e d para dia. c = a/100
n = a - [19×(a/19)]
k = (c - 17)/25
i = c - c/4 - [(c-k)/3] +(19×n) + 15
i = i - [30×(i/30)]
i = i - {(i/28)×[1-(i/28)]×[29/(i+1)]×[(21-n)/11]}
j = a + a/4 + i + 2 -c + c/4
j = j - [7×(j/7)]
l = i - j
m = 3 + [(l+40)/44]
d = l + 28 - [31×(m/4)]

Tão simples quanto um coelho botar 0V0.

=(o.0)= a flôr de zíaco que você tem sido, meu bem :*****

1 de abril de 2007

DiA DA MENTiRA, É?


Então tá, hoje é o dia em que o mundo melhorou de vez; quando acordei e me dei conta de que não dou mais conta; o que é ótimo.
Um susto por dia basta.
Nada como escrever em branco para que só vocÊ saiba o quanto te amo...
=(o.0)=

30 de março de 2007

29 de março de 2007

dEUS está em todo lugar.

Uma semana sem computador - que beleza!

Bendito cooler! Sem ele pude aproveitar a semana fazendo qualquer coisa que não ficar em frente ao monitor; existem outras janelas que podemos acessar sempre, e ainda são de graça.

Mas que papo é este, meo deos?

Sem justificativas, sugeri a mim mesmo apreciar outras paisagens, nem todas amplas. Detalhes, nuances, luzes e sombras, um reflexo na parede, um pedaço de plástico que entrou pela janela do carro e dançou para nós; só digo o que realmente importa no seu ouvido... ouvido seus que tanto aceita minhas frequências rachadas.

"P'ra quem tá quente, cool..."
=(o.0)=


26 de março de 2007

E D I T O R I A L

Para que um blog agora? Começar um texto com uma pergunta destas é típico de quem não tem quase nada a publicar no momento; só umas considerações sobre este blog em particular.

Isto não é um diário sobre a banda, sobre mim ou sobre a origem do universo; é um exercício de técnica e linguagem.

O que?

Meu interesse é deixar publicado aqui assuntos que considero interessantes, e com eles abrir espaço para que qualquer pessoa, lugar ou animal deixe suas considerações. Nenhuma opinião em particular, nenhuma verdade.

Ou não.

Ou ié.

=(o.0)=