21 de maio de 2007

P E R I G O


As pessoas ao meu redor andam tristes, cabisbaixas, mal humoradas; reclamam de qualquer coisa, de insignificâncias; espremem até a última gota de uma água que elas não sorvem; perdem tempo procurando soluções fáceis.
Deixo para trás um fardo que não mais me pertence; antigas memórias que esqueço à medida que avanço; ando sem deixar pegadas, imprevisível.
Uma dor de estômago é pouca somatização destes anos inertes.

Tenho dormido mais do que as costumeiras 3 horas de antes, sinto na pele que não sou a mesma pessoa; estou sóbrio, e minha ébria sapiência é nostalgia de terceiros; se era um estranho antes, hoje não sou, não mais, nunca.

Um amigo sugeriu que evitasse dizer "não"; ele deveria ter se apropriado de seu próprio conselho; pois tenho rejeitado veementemente, tudo.

Se mudo, eis minha voz.
=(o.0)=