6 de setembro de 2007

Uma palavra não basta.

Amor.

Eu gosto mesmo é de descrever o amor, de repetir a palavra amor, de fazer amor, de receber e sentir o amor; de ser redundante, enfático, acertivo, chato, irritante, o que for necessário ser para ilustrar o amor; e me sobrecarregar de amor, crucificá-lo e salvá-lo; aproprio-me de todas as fórmulas, óbvias e elaboradas; simples complico o amor de todos os jeitos até não ter mais jeito; até o amor dizer por si só.
BASTA!
Assim é o amor, bastante.
A quem o amor não basta, meus pêsames. A futilidade é inerente à condição humana, tal qual as virtudes e vícios que colecionamos, manias e obsessões; os momentos de lucidez em que nos pegamos loucos.
E nesta dicotomia, tudo o que estimo é gozar junto contigo.
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