27 de novembro de 2007

Plasmando

Obrigado pela compreensão.

Repito esta frase na esperança de que um dia acredite nela; se espero por algo, certamente é pelo ônibus, que às vezes atrasa; espero que as mudas de grama que plantei prosperem; que a pata do meu cachorro melhore mais uma vez, porque o bicho se recusa instintivamente a recuperar-se por completo; espero por esporte; e corro atrás do que é de minha responsabilidade.

Faço força para frente, na esperança de superar minhas limitações; uma força contrária, a reação natural de minha própria força; esta força que me prende ao chão e ilustra ao mesmo tempo o que é força e fraqueza; uma força para trás.

Às vezes correr parece uma boa idéia, mas às vezes a vontade é de cair e não levantar; o senso de humor oscila entre o rir e o rir para não chorar, chorar de alegria, contentar-se com as pequenas conquistas diárias; cair no chão e seguir rastejando, em guerra; às vezes tanto exercício mental é o que impede o movimento.

Eu passei muito tempo observando nuvens, desenhando meus pensamentos nelas; um sopro levou-as embora e tudo ficou claro; isto é muito bom.

Foram boas escolhas, até a pior delas; mas elas não me servem mais, são camadas das quais me despi e mantê-las é um desperdício; estão todas à sua disposição, fique com elas se tiver vontade.

Atenciosamente,
B.