18 de setembro de 2007

AhLeGriaH

Acordar cedo depois de dormir pouco
Nada de dispersar
O calor insone me abraça sem fração de apego
Quer repousar neste corpo
Algum conforto e nenhum
Compromisso
Folhas caindo ao longe
Cada vez mais secas
O toque viciado do telefone
Que não mais reconheço
Ringtones.

Ânimo, penso quase em voz alta
Pra sair correndo
Ir lá fora e observar a vida
Carros que passam
Cachorros vadios
Transeuntes diversos
A doméstica, a dona de casa, a dondoca
Poeira, fuligem, vento
Tudo seco.

E sorrir é divertido
Porque a pele esticada provoca ruídos
De dor e alegria
O branco dos poros é aparente
A claridade é agonia.

E você está ocupada
Pensando no futuro
Porque o passado murchou ao seus pés
Dispersou na soleira da porta
Com uma vassoura resolvi
Mandei-o embora
Sem me despedir
Sem mágoa.

Passamos por cima dos problemas
E se acontece de pisarmos neles
Limpamos os pés no tapete
Lavamos o chão com água.

E vamos dormir conscientes.