Haïku
Com as duas mãos no volante
Encarando o horizonte
É quando se perde o controle.
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O Virgem Again já é desde muito tempo uma das gratas revelações da cena local (mesmo que muita gente ainda não tenha percebido isso). Breno Prieto é um compositor criativo e apaixonado, autor de diversos hits com refrões grudentos e ótimas guitarras. Cada vez mais entrosados, os músicos do trio prometem um show com repertório composto de novas e antigas canções.
Com as duas mãos no volante
Encarando o horizonte
É quando se perde o controle.
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* b r e n o *
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sexta-feira, setembro 21, 2007
Acordar cedo depois de dormir pouco
Nada de dispersar
O calor insone me abraça sem fração de apego
Quer repousar neste corpo
Algum conforto e nenhum
Compromisso
Folhas caindo ao longe
Cada vez mais secas
O toque viciado do telefone
Que não mais reconheço
Ringtones.
Ânimo, penso quase em voz alta
Pra sair correndo
Ir lá fora e observar a vida
Carros que passam
Cachorros vadios
Transeuntes diversos
A doméstica, a dona de casa, a dondoca
Poeira, fuligem, vento
Tudo seco.
E sorrir é divertido
Porque a pele esticada provoca ruídos
De dor e alegria
O branco dos poros é aparente
A claridade é agonia.
E você está ocupada
Pensando no futuro
Porque o passado murchou ao seus pés
Dispersou na soleira da porta
Com uma vassoura resolvi
Mandei-o embora
Sem me despedir
Sem mágoa.
Passamos por cima dos problemas
E se acontece de pisarmos neles
Limpamos os pés no tapete
Lavamos o chão com água.
E vamos dormir conscientes.
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terça-feira, setembro 18, 2007
Fome, digestão, gula,fastio, obsessão, neurose, egoísmo
Um olhar desconhecido, uma voz irreconhecível
O toque ríspido da unha no macio da carne
O giz na lousa
Um sussurro
Um murro
Um muro entre nós
A frase que digo, mal entendido
Seu olhar entregue, difícil
E o choro infantil que nos atinge e não mais consola
O conforto dos braços doloridos de quem não tem mais forças
Caímos porque o céu não é o limite
É longe
É onde estão as idéias, os sonhos, onde perdemos o sono
Um som
O ronco do motor em partida
Seu aceno na penumbra, embaixo da lâmpada
Eu canto uma melodia inédita e triste
O gosto na boca é fétido
O que eu disse é besteira, são as palavras de outro na minha boca
E não admito soar estranho aos seus ouvidos
Talvez a minha voz tenha mudado
Talvez eu tenha te segurado errado
Ou tenha perdido o jeito
E me deito nos lençois ainda encharcados
Sinto que nos falta o ar
Mas o céu não é o limite
O limite
É o que existe
Entre
Mim
E
Você
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segunda-feira, setembro 17, 2007
Sem emitir ruído
Nenhum brilho
Insípido
Ríspido
De uma grosseria só
E já fui só
De um só que só entende
Quem lá está
Ou não
Pois não digo a solidão
Não recomendo
Não lembro
Não mais
Não tenho razão
Não perco a razão
E não justifico minhas escolhas
Meu juízo
Minha opinião
Nenhuma verdade
Nada importa
A não ser
Você
O que sou
Gênero
Número
E grau
Disso entendo
Mas não explico
E o amor
Ah, o amor
É bom que só!
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quinta-feira, setembro 13, 2007
De uma corte de dois
Um súdito
E a realeza.
De cortejar
Você
Minha princesa.
De achar graça
Desta noite
Cinzenta.
De fazer graça
Por qualquer
Gorjeta.
De fazer chorar
E estancar
Goteiras.
De fazer amor
E falar
Besteiras.
Manhã
Tarde
Noite
Da vida inteira.
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quarta-feira, setembro 12, 2007
Desculpe-me por ontem
Por falar contigo assim
Exaurido
Se não te dei ouvidos
E respondi com pigarros
Se não tive entusiasmo
Para sorrir
Também não o tinha para ficar bravo
Nem triste
Muito menos acordado.
Desculpe-me pela voz rouca
Pelas pálpebras de chumbo
E os cabelos emaranhados
Por esquecer que às vezes
O cansaço me pega
E me joga contra a parede.
Mas não me desculpo
Pela embriaguez que me causa
A tua voz
O último som do dia
Um suspiro ao longe
O elétrico do teu hálito
Que chega até mim
E diz
Volta a dormir.
Porque eu não volto
Vou a um lugar melhor
Para o teu quarto
Os teus braços
Em que desmaio
E me perco.
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terça-feira, setembro 11, 2007
Linguagem dos corpos
O choro em seus olhos
E a dor em meu pé esquerdo
Sua pressa
A impressão de que não nos movemos
Não chegamos a lugar nenhum
E esquecemos para onde ir
Estou cansado de pensar
Nos outros
Cansado de nariz escorrendo
E de sal nas sobrancelhas
Farto de me ajustar nestas cadeiras minúsculas
Fadiga nas pernas
A vontade de sair correndo
De dizer não
E de tocar uma música baixinho
Para que só você ouça
Para agredir os ouvidos incultos
E passar o tempo
Se pudéssemos dizer o que pensamos em tempo real, se conseguíssemos tanto
Ah! Se a linguagem não nos impedisse de falar direito
Se pensar não fosse demais
E se pudéssemos pausar o ritmo de nossos corações por um instante
Para que morrêssemos em nós mesmos
O resto que se dane
O resto fica para o guardador de carros
Para os pombos
Para a senhora da barriga dura que caiu em frente à sua casa
Amor
A minha compaixão é um trapo sujo na mais antiga mobília
O meu tesouro, esta caixa vazia
E os lábios inchados
De beijar e de morder os lábios
E o inchaço do flanco direito
O vermelho em meus ombros
As lágrimas secas de quem insiste em não ficar doente
Eu me recuso!
Eu sou mais velho por dentro do que por fora
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segunda-feira, setembro 10, 2007
Amor.
Eu gosto mesmo é de descrever o amor, de repetir a palavra amor, de fazer amor, de receber e sentir o amor; de ser redundante, enfático, acertivo, chato, irritante, o que for necessário ser para ilustrar o amor; e me sobrecarregar de amor, crucificá-lo e salvá-lo; aproprio-me de todas as fórmulas, óbvias e elaboradas; simples complico o amor de todos os jeitos até não ter mais jeito; até o amor dizer por si só.
BASTA!
Assim é o amor, bastante.
A quem o amor não basta, meus pêsames. A futilidade é inerente à condição humana, tal qual as virtudes e vícios que colecionamos, manias e obsessões; os momentos de lucidez em que nos pegamos loucos.
E nesta dicotomia, tudo o que estimo é gozar junto contigo.
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quinta-feira, setembro 06, 2007
Björk for the masses:
09-08 Toronto, Ontario - Virgin Festival
09-11 Detroit, MI - Fox Theatre *
09-14 Austin, TX - Zilker Park (Austin City Limits Festival)
09-17 Atlanta, GA - Fox Theatre !
09-21 Montreal, Quebec - Jacques Cartier Pier
09-24 New York, NY - Madison Square Garden $!
10-26 Rio de Janeiro, Brazil - TIM Festival
10-28 São Paulo, Brazil - TIM Festival
10-31 Curitiba, Brazil - TIM Festival
11-04 Buenos Aires, Brazil - Teatro Gran Rex
11-07 Buenos Aires, Brazil - Teatro Gran Rex
12-08 Guadalajara, Mexico - Huentitan Canyon
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quarta-feira, setembro 05, 2007
Carinho
Orgulho
Toda a breguice do mundo
Estranhe
Mas não o bastante
Para se afastar
Amigo
Amante
A maior virtude
Amar
Você
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segunda-feira, setembro 03, 2007